No Brasil, na década de 2000, ocorria um momento de grande desenvolvimento e afirmação das causas das organizações da sociedade civil, em governos que prometiam impulsionar e consolidar a ambiciosa agenda de compromissos proposta pelas Nações Unidas.

Algumas dessas organizações tinham (e ainda têm) sua missão voltada para a mobilização e o engajamento do setor privado na melhoria das condições de vida da população em geral e no desenvolvimento inclusivo, justo e sustentável, nos âmbitos econômico, social e ambiental. Atuando com as empresas para mobilizar seus negócios e o investimento social privado no sentido da responsabilidade social empresarial, essas organizações apoiaram e envolveram-se, por exemplo, na campanha Nós Podemos, que buscou reunir atores diversos para a consecução dos ODM.
Fazendo uma retrospectiva desse movimento ao longo dos últimos 15 anos, é possível constatar significativa mobilização de atores diversos, mas, também, a ausência de articulações mais ousadas e propositivas para a implementação de ações efetivas e estruturantes voltadas ao cumprimento dos ODM.