A responsabilidade por gerar mudanças é compartilhada entre os três setores (governo, sociedade civil e empresas). O setor privado empresarial, por sua força econômica e política, pode assumir um papel relevante ao colocar muitos de seus ativos à disposição das articulações e ações para o cumprimento dos ODS. Ir além do financiamento de projetos e integrar essa perspectiva em suas próprias atividades não é apenas uma questão de cidadania corporativa, mas também um posicionamento estratégico necessário ao sucesso futuro do próprio negócio.

O setor privado empresarial encontra-se diante de uma agenda muito oportuna para se posicionar e se envolver genuinamente na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e sustentável. Seu papel dinâmico de “motor de crescimento econômico sustentável” é capaz de gerar valor nos negócios e para a sociedade.

As empresas não podem se restringir ao financiamento dos ODS, e devem, em vez disso, tratar essa agenda como uma oportunidade para agir de modo propositivo em favor do desenvolvimento sustentável, tanto em suas operações centrais, quanto em locais em que seus negócios possam gerar impactos.

Cada vez mais empresas incorporam critérios de sustentabilidade social e ambiental em suas operações e procedimentos de gestão. Nesse sentido, o desenvolvimento de técnicas e ferramentas mais sofisticadas e transparentes, que integrem metas corporativas de longo prazo com as metas globais de sustentabilidade, é um passo fundamental.

As empresas estão desafiadas a rever seus modos de produção e sua relação com os territórios em que operam. O desafio atinge também fatores de cidadania corporativa, isto é, a relação da empresa com públicos com os quais se relaciona, a partir da influência sobre políticas públicas que garantam os direitos fundamentais, a autonomia e a qualidade de vida da população das áreas onde cada empresa atua.

A construção de parcerias com este fim é uma ferramenta chave, ampliando o diálogo e expandindo espaços de atuação. A este respeito, é importante reconhecer que as parcerias – baseadas em transparência, confiança e diálogo – podem ser construídas de várias maneiras, e operar em diversos níveis de engajamento bem como nos âmbitos locais, nacional e global.