A legitimidade que as Organizações da Sociedade Civil (OCSs) conquistaram com o passar dos anos deram a elas um papel importantíssimo, nacional e internacionalmente, de interlocutoras das demandas sociais (em âmbito local, regional e nacional) com o Estado, a Organização das Nações Unidas (ONU) e outras instâncias. Devido à relevância das agendas tratadas pelas organizações, muitos governos passaram a incluí-las em processos de tomada de decisão ou de consulta, o que acabou por garantir um caráter mais legítimo e democrático às pautas internacionais.

Essa participação é essencial por duas razões: aumenta a capacidade da sociedade para monitorar e influenciar as posições do Estado e potencializa a organização da sociedade em torno de temas relevantes. Esse tipo de controle social foi fundamental para as agendas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e, certamente, será para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).