Os ODM são considerados um esforço bem-sucedido de combate à pobreza, principalmente do ponto de vista político, alçando esta agenda a uma projeção nunca vista na história da ONU. No entanto, parte dos objetivos não pôde ser alcançada, dada a diversidade socioeconômica de contextos. A fome e a desnutrição no mundo, por exemplo, diminuíram, mas não na velocidade adequada para atingir as metas. Ao mesmo tempo, prosseguem os desmatamentos e ainda há tendência crescente de emissão de gases de efeito estufa no globo.

Outras questões que não foram totalmente enfrentadas pelos ODM são o crescimento da desigualdade social no mundo, a sustentabilidade socioambiental, o combate à discriminação racial, étnica, por orientação sexual e identidade de gênero, desafios da juventude e inclusão de pessoas com deficiência.

No caso brasileiro, apesar do bom desempenho do país, reconhecido pelas Nações Unidas como referência internacional no combate à pobreza, o principal desafio é a superação das desigualdades regionais e intrarregionais. Embora, na média, todos os territórios tenham avançado, alguns tiveram melhor desempenho.