Seminário marca início do Projeto de Fortalecimento da Rede Estratégia ODS

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A Estratégia ODS, por meio da parceria entre a Fundação Abrinq, a Agenda Pública, a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), com financiamento da União Europeia, organizou o Seminário “Parcerias Multissetoriais para os ODS: O Desafio da Redução das Desigualdades”, para marcar o lançamento do Projeto de Fortalecimento da Rede Estratégia ODS. O evento, realizado no dia 29 de abril, reuniu 17 representantes e dirigentes de organizações do terceiro setor, governos, setor privado e academia, além de contar com a presença de 160 participantes.

Na abertura, Carlos Tilkian, Presidente da Fundação Abrinq, reforçou o orgulho da fundação ao coordenar a rede e potencializou a importância de disseminar os ODS. Em seguida, o seminário apresentou três painéis. Na primeira mesa de debate, intitulada “O Projeto de Fortalecimento da Estratégia ODS”, representantes das organizações parceiras do projeto explicaram a importância de engajar os diferentes setores da sociedade com os propósitos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, bem como as principais atividades a serem desenvolvidas ao longo de três anos.

Heloísa Oliveira, Administradora-Executiva da Fundação Abrinq, reforça a importância da Agenda 2030 e a influência da Rede Estratégia ODS para fortalecê-la: “A Agenda 2030, na verdade, condensa todos os principais desafios que os países vão enfrentar para alcançar o desenvolvimento sustentável. A Estratégia ODS tem um papel fundamental na mobilização e articulação dos diferentes atores sociais que estão envolvidos com o desenvolvimento, contribuindo para que ele aconteça”.

No segundo painel, chamado “As Desigualdades de Gênero, Raça e Geracional”, as palestrantes se aprofundaram na discussão sobre desafios e soluções para o tema no país. Dentre os pontos abordados, destacou-se a situação de vulnerabilidade de meninas no Brasil, demonstrando a necessidade de políticas públicas e ações voltadas à igualdade de gênero para meninas e jovens mulheres, além da necessidade de incluir os homens nas discussões e ações voltadas para a promoção da equidade de gênero. Os palestrantes também discutiram os impactos das desigualdades de raça e geracional na sociedade, do ponto de vista da profissionalização, violência e aspectos econômicos. Outra inserção marcante proporcionou a associação dos ODS com a situação da infância no Brasil. Dos 17 objetivos, 10 influenciam, diretamente, a situação de crianças e adolescentes, uma vez que deficiências no desenvolvimento de um jovem podem afetar sua formação e, consequentemente, suas oportunidades futuras.

De acordo com Viviana Santiago, Gerente de Gênero e Incidência Política da Plan International, “a importância dos ODS é trazer para frente a questão de que nenhuma pessoa pode ficar para trás. Essa afirmação proporciona a compreensão de que estamos falando do nosso compromisso com os direitos das mulheres, das meninas, da população negra, indígena, entre outras. Essa agenda nos possibilita perseguir um modelo que, de fato, promova o acesso dessas pessoas aos seus direitos”.

Por fim, o último painel da manhã, nomeado “Parcerias Multissetoriais para a redução das desigualdades”, contou com a presença de importantes lideranças de organizações representativas do setor privado e da academia para debater o cenário atual das políticas públicas e dos ODS no Brasil, com os desafios previstos para a nova legislatura brasileira e o avanço das empresas em relação à adoção dos ODS em suas estratégias, uma vez que, segundo Carlo Pereira, Secretário Executivo da Rede Brasil do Pacto Global, “uma empresa que não representa a diversidade em sua atuação, deixa de fazer sentido para a sociedade em geral e para seus funcionários”. Também foi discutida a necessidade de construir alianças multissetoriais para engajar os diferentes atores sociais.

“Precisamos entender os ODS como uma moldura comum de eixos e metas concretas, para que possamos seguir, coletivamente, em direção a valores como equidade, justiça, democracia e sustentabilidade. Eu vejo o projeto da Rede Estratégia ODS, nos próximos três anos, como iniciativa fundamental ao gerar condições para que a sociedade possa avançar em direção a esses valores”, diz José Marcelo Zacchi, Secretário-Geral do GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas).

Em três anos, o projeto espera ampliar sua rede de signatários em mais de 200 membros, 150 municípios incorporando os ODS aos seus instrumentos de gestão governamental e políticas públicas, além de 400 organizações e movimentos capacitados para a incidência e monitoramento dos ODS, com foco na redução das desigualdades de gênero, geracional e étnico-racial.

A Estratégia ODS é uma coalizão, criada em 2015, que reúne organizações representativas de múltiplos setores com o propósito de ampliar e qualificar o debate a respeito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil e de mobilizar, discutir e propor meios de implementação efetivos para essa agenda.

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