A Estratégia ODS é uma coalizão que reúne organizações representativas da sociedade civil, do setor privado, de governos locais e da academia com o propósito de ampliar e qualificar o debate a respeito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil e de mobilizar, discutir e propor meios de implementação efetivos para essa agenda.

Trata-se de uma iniciativa que nasce da necessidade de engajar e conscientizar atores-chave da sociedade a respeito de seu papel e dos esforços necessários para que o cumprimento da Agenda 2030 no país seja bem-sucedido. E que zela para que o entendimento dos ODS transcenda a concepção de uma mera relação de aspirações e boas intenções, de forma que a complexidade característica desta agenda seja objeto de diálogos e esforços conjuntos, e que os objetivos e princípios que os fundamentam sejam enraizados nas ações e condutas gerais de todos esses atores.

A Estratégia ODS é resultado da reunião de organizações histórica e ativamente envolvidas com a agenda do desenvolvimento sustentável no Brasil, tendo participado de forma importante da implementação e municipalização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) ao redor do país e, em seguida, profundamente implicadas no processo de transição dos ODM para os ODS ao longo dos três anos de construção da nova agenda global sobre o desenvolvimento sustentável. A origem desta coalizão deriva, portanto, dos aprendizados deixados pelos ODM, frente à constatação de que os avanços referentes a essa agenda poderiam ter sido mais significativos no Brasil não fosse o tímido e tardio envolvimento de alguns atores da sociedade no cumprimento dos objetivos, sobretudo dos governos locais.

E sendo a Agenda 2030 muito mais abrangente e desafiadora que sua antecessora, avanços reais exigem envolvimento profundo de diversos setores da sociedade. Razão pela qual a Estratégia ODS reúne três atores-chave neste processo, cuja ação e cooperação se revelam determinantes para que o cumprimento dos ODS seja efetivo: sociedade civil, setor privado e governos locais. Sendo crucial que esta agenda seja por todos compreendida e trabalhada de forma integrada, que haja o estabelecimento de compromissos reais, o investimento de recursos, amplo monitoramento, bem com uma atuação interdependente dos setores da sociedade.

Acreditamos na necessidade de investir esforços para construir novos modelos de colaboração entre os diferentes setores da sociedade e integrar os ODS aos planos e políticas de Estados e Municípios, de forma que os mecanismos de implementação desta agenda incluam novas políticas indutoras, prevendo assistência técnica, recursos adicionais e a descentralização de capacidades nos territórios. Permitindo que o potencial dos ODS seja explorado de forma a apontar caminhos e se apresentar enquanto uma agenda estruturante e articulada, que organiza o debate de modo a promover diálogos entre distintos segmentos e atores sociais, assim como entre diferentes forças políticas e níveis de governo.

Ou seja, a criação da Estratégia ODS responde ao desejo de engajar uma multiplicidade de forças sociais cujos atores estejam conscientes do significado real do “desenvolvimento sustentável” e que compreendam as ferramentas disponíveis, as soluções e recursos existentes e, acima de tudo, que tenham consciência de seu papel para que seja exitoso o cumprimento da Agenda 2030 no Brasil.